O “golpe branco” de Lula

Posted on 9 de janeiro de 2010. Filed under: Notícias Nacionais, Política Nacional | Tags:, , , , |

O Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final dezembro de 2009, comprou sérias brigas com diversos setores da sociedade. O projeto propõe a criação de 27 novas leis sobre temas variados que estão citados em um decreto com 73 páginas assinado por Lula que se baseia nas diretrizes do plano.
O PNDH toca em temáticas delicadas como a revisão da Lei de Anistia, a flexibilização das leis de reintegração de posse em propriedade privadas, a legalização do aborto e a criação de uma comissão para monitorar o conteúdo editorial das empresas de comunicação.
Em um só programa, o governo federal desagradou a CNBB, o agronegócio, os militares e a imprensa. Lula parece está se aproveitando de sua alta popularidade para querer impor medidas autoritárias que não coadunam com os princípios de um Estado Democrático de Direito. É a mais clara demonstração da sua política de autoritarismo popular.
O líder do DEM na câmara, o deputado Ronaldo Caiado, classificou o decreto como uma espécie de “venezuelização do Brasil”, por se tratar de uma proposta que desrespeita preceitos básicos de liberdade de expressão.

Revisão da Lei de Anistia

Um tema bastante polêmico e crítico do PNDH é a revisão da Lei de Anistia. O texto do programa prevê a criação da “comissão da verdade” que teria o intuito de investigar crimes cometidos durante a ditadura e a revogação de leis feitas durante o período de 1964 a 1985 que sejam consideradas contrárias aos direitos humanos. Porém, o programa não prevê a investigação de excessos cometidos por grupos de esquerda que combateram o regime. Lula prometeu rever esta parte do decreto que instaurou no Brasil uma crise militar, depois que o Ministro da Defesa, Nélson Jobim e os comandantes das três Forças Armadas ameaçaram pedir demissão conjunta ao Presidente da República.

Flexibilização das leis de reintegração de posse em propriedade privadas

Esta proposição do decreto causou enorme insatisfação no setor do agronegócio. A presidente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), disse que a proposta é ideológica e preconceituosa contra o agronegócio por prever regras que dificultariam a desocupação de terras invadidas.
O presidente Lula resolveu enfrentar o setor que mais contribuiu para o crescimento do PIB brasileiro nos últimos anos.

Legalização do aborto

As igrejas cristãs no Brasil também manifestaram indignação com o PNDH. O decreto toca em um ponto delicadíssimo: a legalização do aborto.
A CNBB declarou repúdio a essa proposta de lei, que coloca em risco o direito mais básico do ser humano: o direito à vida. Um verdadeiro paradoxo pelo fato desta proposição está contida em um programa de direitos humanos.

A volta da censura

O programa também quer impor insegurança à lei de liberdade de expressão prevista na Constituição Federal de 1988. A criação de uma comissão para monitorar o conteúdo editorial das empresas de comunicação não soou bem na imprensa brasileira que se vê ameaçada com esta proposta do governo federal.
Lula parece que está seguindo o exemplo do seu amigo Hugo Chávez, tentando controlar a imprensa.

CONCLUSÃO

Lula se quer imagina a possibilidade de perder as eleições em 2010. Porém sua candidata não embala e isso deixa Lula inquieto. Essa medida é uma clara represália à liberdade de expressão e à lei da propriedade privada. O presidente parece querer eliminar qualquer adversário que ameace a vitória de sua candidata nas eleições presidenciais.
Pode-se classificar o PNDH também como uma suposta vingança de alguns ministros de Lula aos antigos militares. Paulo Vannuchi, Tarso Genro e, claro, Dilma Rousseff são os “cabeças” do programa. Vale lembrar que os mesmos foram líderes de movimentos de esquerda contra a ditadura e preparam uma vingança aos remanescentes do antigo sistema. Puro interesse.
Com esse decreto o PT põe fim a toda uma história bonita em prol da democratização do Brasil e abre as portas para a implantação de um regime autoritário, obscuramente chamado de “golpe branco”.
Logo, o Brasil, que estava isento da crítica em relação à crise democrática instaurada na América Latina, entra agora de cabeça nesta crise. São os “efeitos Hugo Chávez” se alastrando na América.

Lula comprou briga com o agronegócio, com a CNBB, com os militares e com a imprensa. Mas acima de tudo comprou briga com o povo brasileiro.

Por: Luan Holanda

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Para onde vamos?, por Fernando Henrique Cardoso*

Posted on 1 de novembro de 2009. Filed under: Política Nacional | Tags:, , |

A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da terra”, de riqueza fácil que beneficia a poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?
Só que cada pequena transgressão, cada desvio, vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso Príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o país, devagarinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos.
É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista” deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental em uma companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso…) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?
Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Essa supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Em pauta, temos a transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo TCU. Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha casa, minha vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.
Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil potência”. Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que tivesse se esquecido de acrescentar “l’État c’est moi”. Mas não esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.
Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições, sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.
Ora dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso, os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil, os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas – mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde.

*Ex-presidente da República

Artigo publicado no site Zero Hora

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2703129.xml&template=3898.dwt&edition=13422&section=1012

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Diplomacia combalida

Posted on 27 de outubro de 2009. Filed under: Notícias Internacionais, Notícias Nacionais, Política Internacional, Política Nacional | Tags:, , , |

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), também conhecido como Itamaraty, é um órgão do Poder Executivo, responsável pelo assessoramento do Presidente da República na formulação, desempenho e acompanhamento das relações do Brasil com outros países e organismos internacionais.
O Itamaraty foi criado em 28 de julho de 1736, e tem como função exercer as tarefas clássicas da diplomacia: representar, informar e negociar. O atual Ministro das Relações Exteriores é o paulista Celso Amorim.
Em geral, o Itamaraty é conhecido pela sua integridade em negociações e acordos internacionais, fator fundamental para que funcione como um interlocutor de seus parceiros, de forma a consolidar uma política externa regular.
Tradicionalmente, o Brasil adota uma postura mais conservadora de diplomacia, não interferindo em assuntos internos de outros países e respeitando as decisões destes.
No entanto, esta postura vem sendo ignorada nos últimos tempos. O Brasil está optando por adotar um comportamento diplomático mais atuante, que é por muitas vezes questionado, pelo fato de que nosso país está quebrando sua tradição e, assim, interferindo em assuntos internos de países que estão passando por momentos conturbados.
No último mês foi manchete em todos os jornais brasileiros o caso da deposição de Manuel Zelaya em Honduras. O governo brasileiro, demonstrando profundo desconhcecimento da realidade em Honduras, acolheu o presidente deposto, constitucionalmente, Manuel Zelaya em sua embaixada em Tegucialpa, capital hondurenha.
Vejamos o artigo 239 da Constituição de Honduras:
Estabelece o artigo 239:
“O cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser presidente ou indicado. Quem transgredir essa disposição ou propuser a sua reforma, assim como aqueles que o apoiarem direta ou indiretamente, perderão imediatamente seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de qualquer função pública”.
Zelaya, inquestionavelmente, feriu este artigo ao tentar convocar uma consulta através de um referendo que colocava em pauta reeleições ilimitadas para o cargo de presidente, e por isso ele foi deposto constitucionalmente.
O artigo 272 confere às Forças Armadas, na prática, o papel de executoras da medida. Seguindo ainda outros dispositivos constitucionais, Roberto Micheletti assumiu, legal e legitimamente, a Presidência da República, com o apoio da Justiça e do Congresso.
Entretanto, o governo brasileiro deu apoio a um caudilho violador da Constituição de seu país. Não entendo como o Itamraty não saiba que as Constituições não possuem caráter universal, sim não sabe, pois agiu como se a Constituição Hondurenha fosse igual à brasileira. Na verdade, isto foi uma verdadeira gafe da política de Relações Exteriores do Brasil.
Além do mais, este não era um assunto para o Palácio do Planalto se envolver, pois é uma situação bem peculiar aos hondurenhos. O Brasil não só se envolveu como emprestou sua embaixada para servir de palanque para Zelaya, que fez discursos da sacada do prédio que é legitimamente território brasileiro.
As gafes na política de Relações Exteriores do Brasil não se resumem à Honduras. Temos mais outros diversos exemplos.
Em 2006, Evo Morales nacionalizou as refinarias de gás natural da Petrobras e o governo brasileiro defendeu os bolivianos, citando que eles têm direito sobre seus recursos naturais e vendeu-lhes as refinarias a preço de banana.
Em 2008, o presidente paraguaio Fernando Lugo impôs que o Brasil deveria pagar mais pela energia produzida pela Hidrelétrica de Itaipu. O Brasil aceitou calado e, simplesmente, rasgou o tratado de 1973 e passou a pagar mais caro pela eletricidade produzida na parte paraguaia de Itaipu.
Também em 2008, o presidente Rafael Correa do Equador se sentiu no direito de expulsar a construtora Odebrecht de seu país, se apossou dos bens da empresa, e ainda pede uma indenização de 250 milhões de dólares. O Itamaraty nada fez. Aliás, fez sim abandonou a empresa brasileira, a qual cumpria com seus contratos com legitimidade.
Nas relações com a Argentina, o governo Lula viu os nossos vizinhos claramente erguerem barreiras protecionistas contra as exportações brasileiras, o que ocasionou numa perda em torno de 1,5 bilhão de dólares para o Brasil. E onde está o Mercosul?
Neste ano, foi reeleito no Irã o presidente Mahmoud Ahmadinejad numa eleição bastante conturbada com inúmeras suspeitas de fraude. O povo iraniano foi às ruas protestar e sabe que Lula disse? O presidente brasileiro condenou as manifestações de cunho democrático e para aumentar o ato desastroso, convidou Ahmadinejad a visitar o Brasil.
Outro caso em que o governo se posicionou incoerentemente foi na eleição para diretor-geral da Unesco, mês passado. Lula apoiou o candidato egípcio fracassado Farouk Hosny, o qual é ministro a mais de vinte anos em uma ditadura, além de ser antissemita.
Diante de tantas gafes, fica clara a política desconexa de diplomacia no Brasil. As atitudes do MRE não são mais compatíveis com o interesse nacional, e movidas apenas por vaidade. Ou será por Chávez?

Por: Luan Holanda

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José Serra volta a crescer em pesquisa Ibope

Posted on 26 de outubro de 2009. Filed under: Notícias Nacionais, Política Nacional | Tags:, , , , , , , |

O Instituto Ibope ouviu 2002 pessoas entre os dias 1 e do corrente mês. A pesquisa mostra que o governador José Serra, de São Paulo, voltou a atingir a casa dos 40%.
A pesquisa nacional montou dois cenários: um com Serra como candidato e outro com Aécio.
CENÁRIO 1

José Serra (PSDB) – 41%

Dilma Rousseff (PT) – 17%

Ciro Gomes (PSB) – 16%

Marina Silva (PV) – 9%

Branco/Nulo – 9%

Não sabe ou não respondeu – 8%

CENÁRIO 2

Ciro Gomes (PSB) – 26%

Aécio Neves (PSDB) – 19%

Dilma Rousseff (PT) – 19%

Marina Silva (PV) – 11%

Branco/Nulo – 14%

Não sabe ou não respondeu – 11%

A intenção de voto em Serra é maior entre as mulheres (43%), entre os mais jovens (44%), entre as pessoas de menor escolaridade (45%) e entre as de renda mais elevada (43%).
Por região, a preferência por ele é mais acentuada no Sudeste (45%) e no Sul (48%), sobretudo nos municípios do interior (45%) e os de menor porte (45%).
Cerca de 40% dos que consideram o governo Lula “ótimo” ou “bom” manifestaram a intenção de votar em Serra.
O Ibope também fez simulações de segundo turno.
CENÁRIO 1 (Segundo turno)

José Serra (PSDB) – 54%

Dima Russef (PT) – 27%

CENÁRIO 2 (Segundo turno)

José Serra (PSDB) – 56%

Ciro Gomes (PSB) – 39%

Fica claro então, com estes números, o favoritismo do governador José Serra que lidera as duas mais prováveis possiblidades de segundo turno. Porém, quando o Ibope simula Aécio na vaga de Serra, o PSDB é ultrapassado nas duas hipóteses como podemos ver nos cenários 3 e 4:
CENÁRIO 3 (Segundo turno)

Dilma Russef (PT) – 36%

Aécio Neves (PSDB) – 32%

CENÁRIO 4 (Segundo turno)

Ciro Gomes (PSB) – 39%

Aécio Neves (PSDB) – 29%

Contra Dilma, a vantagem de Serra cai para 16% no Nordeste (49% a 33%) e sobe para 36% no Sudeste (59% a 23%) e para 41% no Sul (63% a 22%).
No Nordeste, a diferença entre Serra e Ciro se reduz para 12% (44% a 32%). Mas no Sudeste cresce para 38% (58% a 20%) e no Sul para 36% (60% a 24%).
Entre os possíveis candidatos à sucessão presidencial, Serra é o mais conhecido. Dos entrevistados, 72% responderam que o conhecem “bem” ou “mais ou menos” – contra 61% que disseram o mesmo de Ciro, 45% de Dilma e 23% de Marina.
Serra tem o mais baixo índice de rejeição entre os possíveis candidatos. Apenas 21% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Esse percentual é de 29% no caso de Ciro, 34% no de Dilma, 32% no de Aécio e 36% no de Marina.

Por: Luan Holanda

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19 deputados sucumbem às pressões do governo, mas não impedem a instalação da CPI do MST

Posted on 22 de outubro de 2009. Filed under: Notícias Nacionais, Política Nacional | Tags:, , , |

Os deputados tem até a meia-noite de hoje, 22 de outubro, para retitarem suas assinaturas da CPI do MST que está sendo instalada na Câmara. Os governistas demonstraram não querer a tal CPI e poucos assinaram-a, entretanto os mesmos deverão indicar 26 dos 36 nomes que irão compor a comissão.
O governo pressionou até o final para que seus aliados retirem suas assinaturas. Destarte, 19 deputados sucumbiram às pressões governistas e retiraram seus nomes.
Ressalto que o Planalto não queria a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, será receio do resultado que ela mostrará para a sociedade brasileira?
A acusação é de um suposto repasse de R$ 115 milhões a ONGs ligadas ao MST. Fato que precisa ser investigado e nada melhor que uma CPI para apurar os fatos.
É bom lembrar que o MST na semana retrasada indignou grande parte da população brasileira ao invadir e destruir de uma maneira irresponsável milhares de pés de laranja na fazenda da Cutrale, em Borebi-SP.
Para não passar em branco divulgo aqui o nome dos 19 deputados que cederam aos apelos do governo federal, até porque a grande finalidade da criação deste blog é justamente esta de denunciar à população fatos políticos como este, cabendo a ela julgar.
Eis os nomes:
1. Aelton Freitas (PR-MG)
2. Antonio Cruz (PP-MS)
3. Charles Lucena (PTB-PE)
4. Dr. Nechar (PP-SP)
5. Eduardo da Fonte (PP-PE)
6. Fernando Chiarelli (PDT-SP)
7. Francisco Rossi (PMDB-SP)
8. Geraldo Thadeu (PPS-MG)
9. João Carlos Bacelar (PR-BA)
10. João Magalhães (PMDB-MG)
11. Jurandil Juarez (PMDB-AP)
12. Léo Alcântara (PR-CE)
13. Luciano Castro (PR-RR)
14. Marcelo Teixeira (PR-CE)
15. Marcio Reinaldo Moreira (PP-MG)
16. Tonha Magalhães (PR-BA)
17. Vilson Covatti (PP-RS)
18. Vinícius Carvalho (PTdoB-RJ)
19. Wellington Roberto (PR-PB)

Destaque para os cearenses Léo Alcântara e Marcelo Teixeira, ambos do PR.
Aos 19, não seria melhor eles terem ficado contra assumidamente desde o começo? Assim eles não teriam que passar por esta constrangedora situação de ter de retirar suas assinaturas, em um ato de clara reação às pressões impostas pelo Planalto.
População fique de olho nestes nomes!

Por: Luan Holanda

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Assim como os velhos coronéis…

Posted on 16 de outubro de 2009. Filed under: Política Nacional | Tags:, , , , , , , , |

Não é de agora que o ilustre deputado Ciro Ferreira Gomes pretende chegar à Presidência da República. O político cearense alimenta este sonho já há um bom tempo.
Em 1998 Ciro Gomes se candidatou pela primeira vez e ficou no terceiro lugar perdendo para FHC e Lula.
No ano de 2002, Ciro se candidatou ao cargo máximo eletivo no Brasil mais uma vez. No começo ele até ia bem em suas campanhas. Afinal qual o brasileiro que não gosta de um discurso demagogo moralista? Indubivitavelmente, Ciro tem uma incrível retórica, talvez por isso ele consigue ter bons resultados nas pesquisas de intenção de voto. Entretanto, o candidato governista, José Serra, percebeu que Ferreira Gomes era ameaçador às suas pretenções políticas e adotou uma postura de ataque ao cearense. Logo veio à tona o verdadeiro temperamento de Ciro Gomes. O mesmo começou a se exaltar de uma maneira nada plausível, demonstrando não ter um perfil de uma pessoa preparada para assumir a Presidência da República, cargo que exige paciência, sensatez e uma boa flexibilidade política.
Pois é, logo a população brasileira percebeu esta escancarada despreparação e o cearense começou a despencar nas pesquisas e acabou por tendo que se contentar com o obscuro quarto lugar no resultado das eleições, longe das expectativas que ele alimentava.
Atualmente Ciro é deputado federal com uma má vontade fora do comum. Ele é um dos parlamentares mais ausentes na Câmra dos Deputados. É bom lembrar que ele se candidatou ao cargo de deputado federal apenas para livrar o seu partido, o PSB, de não atingir o coeficiente eleitoral necessário, caso se isto não acontecesse o PSB passaria a receber uma verba inferior a dos outros partidos que atingissem a tal meta. O partido conseguiu, sendo que ele foi um dos grandes reponsáveis pela marca. Só para escalarecer, Ciro sabia que se candidatando a deputado, seria muito bem votado, assim ajudaria essencialmente o PSB a alcançar o coeficiente desejado e foi o que aconteceu.
Reintero que seu temperamento explosivo, o qual torna-se a ser patético, é sua grande peculiaridade. Exemplo disso podemos ver nestes três vídeos que disponho abaixo a vocês:

É amigos, as imagens são fortes e denunciam um destemperamento anormal.
No primeiro vídeo, Ciro ataca ferozmente a candidatura de Lúcio Alcântara, citando um horrível palavrão em público, ele estava irritado pelo fato de Lúcio ter tornado público as irregularidades encontradas pela CGU na administração dele quando governador.


Neste segundo vídeo, o político cearense se irrita com vaias de correligionários do candidato da situação da cidade de Carnaubal-CE. O deputado que apoiava o candidato da oposição foi a Carnaubal apresentar o novo postulante ao cargo de prefeito ano passado, pois a candidatura do outro indicado havia sido impugnada. O político, dando uma de “machão”, postura típica dos antigos coronéis partiu para o braço contra os cidadãos.


Neste último vídeo, o descontrolado mais uma vez é provocado e não sabe se conter. Ele perde a compostura, após um grupo de pessoas simpatizantes do candidato adversário na cidade de Mombaça-CE o insultá-lo. Mais uma vez, Ciro Gomes parte para a briga com as pessoas.

Agora me respondam, caro leitores, como um homem deste pode ser um Presidente da República?
Ele nem mesmo consegue conter o seu ânimo e resolve as situações embaraçosas de uma maneira selvagem.
É bom lembrar que Ferreira Gomes já desrespeitou ridiculamente o Ministério Público, órgão sério do poder judiciário brasileiro, citando palavrões e frases de baixo calão, este episódio aconteceu na conjuntura da farra das passagens aéreas, da qual ele participou. O último acontecimento político de Ciro foi abandonar o Ceará, para asssumir residência política em São Paulo. Ele esqueceu do povo cearense que ingenuamente nele acredita e passou a ser agora, perante à lei, um político paulista.
Vale salientar, que Ciro Gomes é visto como a segunda opção de Lula para a sucessão presidencial no próximo ano. O presidente tentará fazer um palanque duplo, para assim tentar tirar o máximo possível de votos do candidato oposicionista, que deverá ser Serra ou Aécio.

Por: Luan Holanda

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Mais uma prática vandálica do MST

Posted on 11 de outubro de 2009. Filed under: Notícias Nacionais | Tags:, , , , , , |

Laranjal destruído pelo MST

Laranjal destruído pelo MST


O dia 27 de setembro foi data de mais uma atitude vandálica do MST. Integrantes do movimento invadiram a fazenda da Cutrale, em Borebi (SP), e destruiram cerca de 12 mil pés de laranja com máquinas agrícolas e ainda danificaram 28 tratores, causando um enorme prejuízo a empresa.
Os invasores alegam que a terra é grilada, no entanto a situação jurídica do terreno não é bem esta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta 6ª feira (9) de “vandalismo” a ação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no interior de São Paulo. “Todo mundo sabe que eu sou defensor das lutas sociais neste País, que eu sou defensor das lutas que o povo se manifesta pelo Brasil inteiro. Agora, entre uma manifestação reivindicando alguma coisa e aquela cena de vandalismo feita na televisão, obviamente que eu não posso concordar com aquilo”, comentou Lula.
A invasão a uma propriedade produtiva e a depredação do laranjal com um trator, no último dia 28, ocorreu no momento em que setores do Congresso articulavam a criação de uma CPI para investigar repasses a ONG’s ligadas ao MST. O governo Lula repassou quase R$ 115 milhões para nove entidades ligadas ao MST, fato que será apurado nesta CPI.
A direção do MST divulgou uma nota na última sexta-feira, dia 9, alegando que há “infiltração de inimigos” no movimento. De acordo com a nota, quando os militantes deixaram a fazenda, na última quarta-feira, 7, em cumprimento a uma determinação judicial, “não havia ambiente de depredações”.
A verdade é que, seja por infiltrados ou por membros de fato do MST, quem fez isto tem que pagar. A justiça não pode deixar barato este tipo de atitude e tem que punir os reponsáveis.
Outra coisa que sabemos é que o MST já vem protagonizando situações deste cunho há tempos e que esta “explicação” apresentada por eles utilizando a palavra “infiltração” é bem contraditória, pois os invasores da fazenda da Cutrale se posicionaram a todo instante como se fossem de fato integrantes do movimento, inclusive nas entrevistas dadas por eles.
Para apurar este caso, foi apresentada semana passada pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) um requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as atividades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O deputado disse ter conseguido 172 assinaturas para o tal requerimento – uma a mais do que o necessário para tramitar na casa. Já no Senado, o requerimento já conta com 32 assinaturas – cinco a mais do que as necessárias e deverá ser apresentado pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

Por: Luan Holanda

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IDH brasileiro estagnado

Posted on 8 de outubro de 2009. Filed under: Notícias Nacionais, Política Nacional | Tags:, , |

Nesta segunda-feira (5), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgou o novo ranking do IDH, com base em informações do ano de 2007. O Brasil cresceu(de 0,808 para 0,813), porém pemaneceu estancado na 75° posição, fato que pertubou, de fato, o discusso eufórico petista.
Na última classificação, o Brasil havia ficado na 70° posição, ou seja, nosso país caiu cinco lugares no ranking. Entre 2000 e 2007 a taxa média de crescimento do IDH brasileiro foi de 0,41% ao ano, o que equivale apenas a um quarto do crescimento do país nos cinco anos anteriores. Vale salientar que, no governo FHC, o Brasil obteve um crescimento médio de pouco mais de 1% ao ano.
Como se não se bastasse, o Brasil figura entre os dez países mais desiguais do mundo.
Outro número alarmante em relação ao nosso país é o fator do crescimento econômico entre os anos de 2003 a 2009, o qual segundo os dados levantados pelo PNAD foi relativamente baixo.
O PIB brasileiro ficou na 14° posição entre os países da América Latina. Eis a lista (PIB acumulado de 2003 a 2009):
1- Argentina 63,58%
2- Panamá 57,19%
3-Uruguai 51,87%
4-Venezuela 50,89%
5-Peru 49,23%
6-Costa Rica 41,31%
7-Colômbia 38,71 7%
8- República Dominicana 38,55%
9- Honduras 38,37 9%
10- Equador 34,02%
11- Chile 32,59 %
12- Paraguai 30,67%
13- Bolívia 29,33%
14- Brasil 26,44%
15- Guatemala 26,24%
16- Nicarágua 23,84%
17- El Salvador 21,00%
18- México 19,35%
Depois desta breve análise destes índices, percebemos que está mais do que clara a necessidade do realizamento de políticas públicas inteligentes no Brasil. O povo brasileiro precisa urgentemente de respostas do governo federal para temas com a reforma tributária, a reforma previdenciária e a eficiência da escola pública.
Quero saber se agora o governo federal vai comemorar, como comemorou com a vitória do Rio 2016. Mas também não precisa chorar, o que o povo brasileiro quer é ação!

Por: Luan Holanda

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